Saúde mental: Universidade, futuro e felicidade.

by - sexta-feira, julho 28, 2017



Às vezes tudo que a gente precisa é de um exemplo, perceber que não estamos sozinhos. Por isso eu tô aqui, para conversar com vocês sobre mim. E talvez eu possa ajudar alguém que está na mesma situação a perceber o que eu demorei muito tempo para notar: eu não estou sozinha. 

Infelizmente, na vida nem tudo sai como a gente espera. Às vezes a gente acha que universidade vai ser a melhor época da nossa vida (e pra muitas pessoas é), mas a gente acaba se iludindo com as coisas.

Até agora pra mim tem sido um período difícil. Acho que eu sempre vi a universidade como uma fase em que eu estudaria apenas o que eu gostasse e que pra isso acontecer eu tinha que sobreviver a matemática, física e química do ensino médio. QUE ILUDIDA. 



E a essa ideia eu fiquei agarrada como se fosse a minha tábua de salvação. Quando a realidade bateu eu fiquei frustrada que mesmo que meu carrasco não fosse mais a matemática, física e química, eu não estava estudando o que eu gostava.

Eu escolhi a opção negativa: a não matemática,  não física,  não química.

Não escolhi o que eu gostava, por isso a escolha foi toda errada, né? Eu deveria ter escolhido alguma coisa que eu gosto, que me faz feliz e que eu tenha vontade realmente de estudar. 



Meu sonho é não acordar todo dia pensando "poxa vida, eu tenho que ir pra aquela droga de trabalho". Acho que acordar assim de vez em quando é okay. Mas todo dia achar um suplício a ideia de fazer uma coisa é muito tóxico.

Aceitar que a minha meta de vida não está necessariamente relacionada a um "sucesso" profissional foi a coisa mais libertadora que eu fiz. Tudo que eu precisei foi simplesmente aceitar que eu não preciso ser igual meu coleguinha que quer focar no concurso ou a minha coleguinha que se vê fazendo carreira do curso que escolheu.

Eu não desisti do curso e por enquanto eu estou tentando continuar da melhor maneira possível, sem prejudicar minha saúde mental. Pra mim foi simplesmente uma questão de me aceitar.


Eu sou diferente. Tenho minhas limitações, tenho minhas qualidades, tenho minha história e tenho meu futuro. Ninguém é igual a ninguém.

Eu não gosto de estudar direito mas adoro estudar maquiagem, história, sociologia, filosofia...
Eu não quero ser escrava do dinheiro viver fazendo algo que eu não gosto por pelo menos 40 anos porque eu preciso comprar mais e mais coisas.

Eu quero ser diferente. E eu sou. É sofrido nadar contra corrente, mas agora eu amo isso como parte de quem eu sou: um peixinho contra corrente e não um boi que segue o fluxo (aô vida de gado 🐮).



Por enquanto eu tô feliz assim, aceitando ser quem eu sou. É melhor do que desejar ser alguém que não sou e viver querendo ser a pessoa que eu admiro invés de me admirar como eu sou. 

Isso não significa que eu não precise mudar, que eu sou perfeita ou algo do tipo. Mas é muito melhor ser do que tentar ser, entendem? Eu tô bem assim, tô feliz por isso. 

Pra quem não leu ainda, tem um texto que eu fiz no início do ano sobre saúde mental. É um bate papo de amiga, eu me expus bastante, o que eu não gosto muito de fazer, mas acho que isso pode ajudar as pessoas e esse blog é pra isso mesmo!

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